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Foto: David Gray/Reuters
Aviões da Air China na pista do aeroporto internacional de Pequim

Governo chinês proíbe companhias aéreas de pagar taxa de carbono à UE
06.02.2012
AFP, PÚBLICO

O Governo de Pequim proibiu as companhias aéreas chinesas de pagar a taxa pelas emissões de carbono que emitem, uma medida que entrou em vigor a 1 de Janeiro e que abrange todos os voos de e para os países da União Europeia.

“A Administração da Aviação Civil da China publicou, recentemente, uma notificação que proíbe as companhias aéreas chinesas [como a Air China, China Southern Airlines, China Eastern Airlines e a Hainan Airlines] participarem no comércio europeu de emissões sem autorização das autoridades governamentais”, noticia hoje a agência Xinhua. Tudo porque a taxa imposta pela União Europeia “é contrária aos princípios relevantes da Convenção Quadro das Nações Unidas para as Alterações Climáticas e da regulamentação internacional da aviação civil”, explica a administração chinesa.

“A China vai considerar a adopção das medidas necessárias para proteger os interesses dos cidadãos e empresas chinesas”, acrescenta em comunicado.

O embaixador da União Europeia na China, Markus Ederer, disse hoje em conferência de imprensa que as negociações não estão fechadas. “Há várias vias possíveis, bilaterais, multilaterais ou mesmo jurídicas.”

Desde 1 de Janeiro, as emissões de dióxido de carbono de todos os voos domésticos e internacionais com partida ou chegada a qualquer aeroporto na União Europeia passaram a estar abrangidas pelo comércio de emissões europeu. O objectivo é limitar as emissões de gases com efeito de estufa da aviação internacional.

Mas a medida tem gerado críticas de 26 dos 36 países membros da Organização Internacional da Aviação Civil, especialmente dos Estados Unidos, China e Rússia. Algumas companhias aéreas norte-americanas protestaram contra a medida no Tribunal de Justiça Europeu mas este entendeu, em Dezembro de 2011, que o comércio de emissões para a aviação não infringe a soberania de países terceiros.

As companhias aéreas que se recusarem a pagar a taxa poderão incorrer numa coima de 100 euros por tonelada de CO2 (dióxido de carbono) ou, em casos extremos, ver recusado o seu direito de aterrar nos 27 países da UE. Mas as companhias têm ainda um prazo para o cumprimento e podem comprar as suas licenças de emissão para 2012 até 30 de Abril de 2013. Nenhuma outra sanção será aplicável antes dessa data.

A oito euros por tonelada de CO2, a medida representará um total de 256 milhões de euros em 2012, segundo as estimativas da Comissão Europeia.

  
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92,1% das águas balneares da União Europeia cumprem as normas mínimas de qualidade e mais de três quartos são mesmo “excelentes”, encontrando-se Portugal acima da média, segundo um relatório da Agência Europeia do Ambiente divulgado a 23 de Maio. Fotografia: Pedro Cunha



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