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Foto: Tepco/Reuters/arquivo
Imagem da central nuclear captada a 21 de Março

Grupo de peritos acusa Tepco e autoridades japonesas de falta de preparação em crise nuclear
26.12.2011
AFP

Um grupo de peritos mandatados pelo Governo japonês acusou as autoridades responsáveis de falta de preparação e organização face ao acidente na central nuclear de Fukushima, causada pelo tsunami de 11 de Março no Nordeste do Japão, de acordo com um relatório divulgado nesta segunda-feira.

“Houve um problema grande na preparação de catástrofes nucleares”, escrevem os autores do relatório. O facto de a altura das vagas trazidas pelo tsunami (que atingiu os 14 metros) ter ultrapassado as previsões não pode servir de desculpa à empresa Tokyo Electric Power (Tepco), acrescentam.

O documento acusa a Tepco de não ter avaliado nem gerido correctamente a situação, considerada a pior desde o acidente nuclear de Tchernobil em 1986, por não ter conhecimentos suficientes sobre os equipamentos e forma de reagir.

“A Tepco não estava à espera de uma situação em que todas as fontes de electricidade seriam suspensas, ao mesmo tempo, nos vários reactores por causa de um desastre natural. Por isso, não formou as suas equipas para responder a essas circunstâncias”, escrevem os autores do relatório.

De acordo com o grupo de peritos, os técnicos da central teriam conseguido limitar a fusão do combustível nos reactores e a libertação de substâncias radioactivas se tivessem procedido à libertação de pressão nos reactores 1 e 3 e começado a injectar água sobre os edifícios dos reactores mais cedo.

A má comunicação entre as equipas de trabalho em Fukushima levou a que os funcionários tomassem iniciativas sem informar os seus superiores. Além disso, a resposta do Governo, nos primeiros momentos da crise, também mereceu críticas destes peritos, nomeadamente a comunicação insuficiente entre os funcionários e o gabinete do primeiro-ministro.

Este relatório, de mais de 500 páginas, baseou-se em entrevistas a 456 pessoas implicadas na gestão da crise. A versão definitiva será publicada no Verão de 2012.

  
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92,1% das águas balneares da União Europeia cumprem as normas mínimas de qualidade e mais de três quartos são mesmo “excelentes”, encontrando-se Portugal acima da média, segundo um relatório da Agência Europeia do Ambiente divulgado a 23 de Maio. Fotografia: Pedro Cunha



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