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Foto: PÚBLICO/arquivo
As primeiras árvores serão plantadas com a ajuda de 50 crianças das escolas da região

Campanha de reflorestação quer dar 20.000 árvores à Serra do Alvão
17.11.2011
Helena Geraldes

Depois de incêndios, pastoreio intensivo e cortes, a Serra do Alvão poderá ter de volta a floresta que tem perdido, através de um projecto de reflorestação de 20.000 árvores que arranca este mês pela mão da Quercus e da Valormed.

“A floresta desapareceu de muitos locais” da Serra do Alvão, disse Paulo Lucas, dirigente da Quercus, ao PÚBLICO. O local “tem um histórico de fogos muito significativo”, além de alguma agricultura e pastoreio intensivos e abate de árvores.

A 23 de Novembro, Dia da Floresta Autóctone, a Quercus e a Valormed - Sociedade gestora responsável pela gestão do Sistema Integrado de Gestão de Resíduos de Embalagens e Medicamentos – começam a reflorestar a serra. A primeira fase abrange os concelhos de Vila Real e Vila Pouca de Aguiar. A aldeia de Souto, na Freguesia Telões em Vila Pouca de Aguiar, irá receber as primeiras 400 árvores que serão plantadas com o apoio de 50 crianças de duas escolas da região.

Até 2013 serão plantados o castanheiro, o carvalho-negral, folhado, pilriteiro, azevinho, loureiro, azereiro, lódão-bastardo, freixo, pereira-brava, abrunheiro-bravo, sabugueiro e cerejeira-brava. As árvores e arbustos são produzidos nos viveiros da Nossa Senhora da Graça, junto ao Sabugal, mantidos pelo Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) e Quercus.

“Mais do que plantar, queremos apoiar a regeneração natural feita por aves e mamíferos que dispersam as sementes”, acrescentou Paulo Lucas. “Há plantas raras ou ameaçadas que estão muito confinadas. Por isso, ajudamos a fazer a sua dispersão e a levar essas espécies para o topo das serras, a fim de criar pequenos núcleos que depois produzirão sementes.”

Só ao fim de dez anos as espécies plantadas estarão consolidadas. “A partir de então são consideradas estabilizadas e começarão a gerar pequenos bosquetes”, disse ainda.

“Acreditamos que é fundamental agir junto das gerações mais jovens incutindo-lhes o dever e responsabilidade de preservar os recursos naturais”, comentou José Carapeto, director-geral da Valormed, em comunicado. Aderiram à campanha “Entregue os medicamentos fora de uso e trate do Ambiente” um total de 2800 farmácias.

  
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92,1% das águas balneares da União Europeia cumprem as normas mínimas de qualidade e mais de três quartos são mesmo “excelentes”, encontrando-se Portugal acima da média, segundo um relatório da Agência Europeia do Ambiente divulgado a 23 de Maio. Fotografia: Pedro Cunha



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