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Decapagem no oleoduto de Sines da Galp interrompida por "emissão de poeiras"
16.07.2009
Lusa

A refinaria da Galp Energia, em Sines, mandou suspender os trabalhos de decapagem que estavam a decorrer no oleoduto que transporta o crude entre o Porto de Sines e o complexo industrial, após verificar a "emissão de poeiras".

"A decapagem inicialmente foi feita usando água, não levando à emissão de poeiras mas, entretanto, numa fase mais recente, passou a ser feita de forma exclusivamente seca, e isso levou a uma libertação muito significativa de poeiras, que resultam, por um lado, da areia muito fina que está a ser aplicada e também dos próprios produtos que estão a ser decapados", afirmou o vice-presidente da Quercus, Francisco Ferreira.

"Neste tipo de operações há realmente uma grande diferença do que fazemos, utilizando, por exemplo, água para evitar a emissão de poeiras ou quando nós a fazemos a seco e obviamente aí a emissão é muito significativa", explicou.

Segundo a Quercus, o Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR tomou ontem conta da ocorrência.

"Hoje de manhã, e depois da intervenção do SEPNA, o empreiteiro sabia que as operações não podiam continuar e tivemos a confirmação da Petrogal que os trabalhos foram suspensos. Quando forem retomados, será feita uma avaliação para confirmar que a situação que estava a ocorrer não volta a causar danos ambientais, principalmente no que diz respeito à emissão de partículas", disse Francisco Ferreira.

Francisco Ferreira explicou ainda que "a decapagem sem recorrer ao uso de água" provocou "danos" que "se estendiam" por "muitos metros e com potenciais implicações para o ambiente envolvente e para as próprias pessoas, que respirariam essas poeiras".

A decapagem, trabalho que vai sendo feito ao longo dos quilómetros do oleoduto entre o Porto de Sines e a refinaria da Galp, estava nesta altura a ser efectuada próximo da entrada da cidade de Sines.

O porta-voz da Galp, Pedro Marques Pereira, garantiu que os trabalhos estão suspensos desde segunda-feira de manhã mas que "o estaleiro está montado no local". "A empreitada estava adjudicada a uma empresa que estava obrigada à utilização de areia molhada na decapagem e que deixou de usar a certa altura", disse. A Galp "deu indicações de que não poderiam continuar" porque a empresa começou a recorrer a areia seca, não cumprindo desta maneira o contrato.

Os trabalhos de decapagem "deverão ser retomados logo que possível", disse o porta-voz da Galp, e sob a "supervisão de um responsável da refinaria de Sines"

  
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