• 10 de Fevereiro de 2012
  • 2º - 11º Lisboa
  • |
  • Iphone
  • |
  • Mobile
  • |
  • RSS
  • |
  • Twitter
  • |
  • Facebook
  • Siga-nos em:
notícias calendário dê notícias contactos Fórum
 

Nova direcção da Quercus quer reforçar aposta na água, ordenamento e agricultura sustentável
30.03.2009
Helena Geraldes

Os recursos hídricos, ordenamento do território e agricultura sustentável são algumas das áreas que a Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza quer reforçar, conta Susana Fonseca, a primeira mulher à frente da direcção nacional desta organização não governamental de ambiente (ONGA), em 25 anos.

“A nova equipa de doze pessoas quer manter o perfil da Quercus” mas decidiu apostar mais nas áreas para as quais ainda não há um grupo de trabalho “mais coeso, que permita um acompanhamento mais regular e a melhoria da capacidade de intervenção”, contou hoje Susana Fonseca ao PÚBLICO.

Outro dos desafios é melhorar a relação com os sócios, especialmente as camadas mais jovens, procurando agilizar processos e melhorar a recepção dos voluntários. Tanto mais que, segundo a dirigente ambientalista, “a preocupação das pessoas com o Ambiente aumentou nos últimos tempos”, ainda que “isso não se traduza em acções concretas”, notou.

Para a nova equipa, os dois maiores “erros” do panorama ambiental são o “desrespeito pelo ordenamento do território”, nomeadamente através da criação de excepções a grandes projectos, e a “contradição de políticas”. “Se hoje temos apostas interessantes na área das energias renováveis e queremos combater a poluição do ar nas cidades, continuamos a apostar em mais estradas e vias rápidas e a facilitar o acesso dos automóveis às cidades”, considerou.

Para Susana Fonseca, é necessário mudar “o paradigma do betão, da construção de infra-estruturas”. “Ainda não há abertura para outras perspectivas”.

Quanto à relação com o Governo, a Quercus considera existir “receptividade quando pedimos reuniões para debater alguma questão”. “Mas em termos concretos, muitas vezes não há sintonia”.

Além disso, notou Susana Fonseca, as ajudas do Estado às ONGA “têm vindo, paulatinamente, a desaparecer”.

A nova equipa da Quercus foi eleita no sábado em eleições disputadas por duas listas.

  
Comente este artigoLeia os comentáriosImprimaTopsEstatísticas
comente este artigo
Critérios para publicação de comentários
 
Restam 800 caracteres
 
   
 
   
 
PUB
Flickr Banner
 
frase
 
 
366773_bucaco.jpg
A Mata Nacional do Buçaco teve mais de 200 mil visitantes em 2011, dos quais cerca de metade serão oriundos de fora do país, estima a fundação responsável pelo espaço. Foto: Paulo Pimenta



PUB