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Foto: PÚBLICO (arquivo)
A actividade decorre no porto de Aveiro
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Pirata? Nunca!!!
Por Anónimo - Lisboa
De facto não me parece adequada a acção da Greenpeace ao armador Silva Vieira, até porque, o armador emprega 800 funcionários que nunca serviram para pressionar o estado em matéria de combustiveis, como nunca serviram para se desculpar das suas práticas de (corsário, à portuguesa, segundo o visado in "o Aveirense"), a bem da continuidade dos postos de trabalho... mais... o armador é um verdadeiro filantropo, para além dos postos de trabalho que assegura em Portugal, ajuda países que atravessam grandes dificuldades, pondo o seu patriotismo de lado, não fossem as embarcações Caribe (actualmente com bandeira do Afeganistão, anteriormente da Guiné e de Togo) e o Red (actualmente com bandeira de Cuba, anteriormente do Togo e das Ilhas Mauricias) geradores de grande riqueza para esses países, assim como, para a mão de obra utilizada, que é paga a preços bem acima dos ordenados mínimos desses mesmos países... Relativamente aos impactos ambientais, não vejo qualquer inconveniente, o aquecimento global está em grande parte relacionado com os grandes stock's de gado vivo, ora, dizimando o peixe, conseguiremos estabilizar os stock's de gado... Uma ideia genial, talvez a melhor a seguir ao Magalhães...
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Greenpeace
Por Cisco - Portugal
Anonimo, Lisboa. Concordo que a Greenpeace seja controversa e que nem sempre tem razao na forma como actua, mas nao seria muito pior se nao tivessemos este tipo de organizacoes que tentam defender o que ainda resta do mundo natural?- Nao acha que a nossa sociedade despeja demasiado lixo nos oceanos e muitas empresas nao se incomodam com os desastres ecologicos que causam e que as baleias estariam num perigo ainda maior se nao tivessem protecao?- Sao muitos os exemplos que podiam ser dados. Quanto aos empregos, a Greenpeace bate-se pelo regresso da pesca artesanal, porque e sustentavel, gera riqueza local e aos paises que a praticam, ao contrario da pesca industrial que esta a provar ser tao destruidora, que especies como o bacalhau ou o atum de barbatana azul estao em acentuado declinio. O que a mim me parece e que em Portugal a Greenpeace tem mais inimigos do que amigos e isso parece ser tao perigoso, como o facto de ignorar a destruicao que esta a ser causada nos oceanos. Mais ainda parece-me que em Portugal existem poucos amigos do ambiente e pouca preocupacao pelo mundo que vamos deixar aos nossos descendentes, o que na realidade e triste.
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Não é bem isso!
Por Anónimo - Lisboa
Não Cisco, ninguém gosta das ilegalidades nem da poluição. O problema, é que a Greenpeace é irresponsável e faz ataques infundados. O caso da plataforma da Shell (chamada Brent Spar) é um caso flagrante. Promoveu boicotes contra a shell com consequências económicas enormes, levou a que fossem feitos ataques a estações da Shell e a funcionários, e no fim parece que a plataforma não tinha assim tanto óleo como isso, e que até a opção mais ambiental era mesmo afundar a coisa. Até a Nature dedicou um editorial a isso.Até a própria Greenpeace admitiu que fez asneira, embora agora queira convencer toda a gente que o importante nunca tinha sido o óleo que lá estava. Imagina, por exemplo, que estes barcos são efectivamente legais (ao que parece, o dono os barcos é mesmo um trafulho, mas adiante). Imagina o que os outros pescadores vão pensar! Imagina as consequências para essas pessoas que precisam tante de emprego como tu e eu. É que a lista negra não é de forma alguma clara sobre que critérios usaram para classificar os barcos. O problema Cisco, é que os fins não justificam os meios, e a Greenpeace parece mais preocupada com o meios do que com os fins.
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Pesca ilegal: Greenpeace “acorrenta” quatro navios portugueses no porto de Aveiro 28.10.2008
Helena Geraldes
A organização ecologista internacional Greenpeace colocou hoje correntes nas hélices de quatro navios de pesca portugueses, no porto de Aveiro, para denunciar a pesca ilegal praticada por aquelas embarcações. As chaves dos cadeados serão entregues às autoridades marítimas, junto com o pedido para que estes “navios piratas” sejam imediatamente banidos dos mares.
A actividade da Greenpeace Internacional, com o apoio da Greenpeace Portugal, está ainda em curso no porto de Aveiro e conta com a participação de 15 activistas, entre eles dois mergulhadores que colocaram as correntes nas hélices dos quatro navios.
Os navios “Red”, “Caribe”, “Brites” e “Aveirense” são propriedade do Grupo Silva Vieira e, segundo a Greenpeace, “todos têm cadastro de envolvimento em pesca ilegal”. Estas embarcações pescam sem bandeira, ultrapassaram a quota legal de pesca, usam métodos ilegais e múltiplas identidades, denuncia a organização.
A Greenpeace salienta que o navio "Red" - anteriormente conhecido por "Joana", "Kabou" ou "Lotus" - consta da lista negra oficial da Comissão de Pescas do Atlântico Nordeste (NEAFC), da qual o Governo português é membro contratante.
Segundo Beatriz Carvalho, porta-voz da Greenpeace Portugal, o "Red" está incluído na lista negra oficial da União Europeia. "Estes navios pirata não deveriam estar a receber serviços dos portos porque estão a violar as regras internacionais", disse ao PÚBLICO.
"Pedimos ao Governo português para assumir os seus compromissos e banir de vez estes navios, numa altura em que os oceanos estão em crise", acrescentou Beatriz Carvalho, no porto de Aveiro.
Recentemente, a organização lançou uma Lista Negra internacional de pesca ilegal, não registada e sem regulamentação. Esta base de dados reúne os navios envolvidos naquilo que chama “pesca pirata” e as empresas suas proprietárias. Os quatro navios portugueses fazem parte desta lista.
“É revoltante que navios piratas ainda recebam serviços em portos europeus e continuem a pescar ilegalmente, não obstante a legislação vigente”, afirmou Farah Obaidullah, da campanha de Oceanos da Greenpeace Internacional. “O facto de um navio que consta na lista negra da UE ter recebido permissão para aportar e receber serviços no porto de Aveiro, demonstra a falta de vontade política por parte das autoridades portuguesas para combater a pesca pirata”.
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