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Seis associações ambientalistas contestam construção de refinaria na Extremadura Espanhola
17.07.2008
PÚBLICO

Quatro associações ambientalistas portuguesas e duas espanholas lançaram hoje um comunicado conjunto para pedir aos Governos que não autorizem a construção de uma refinaria de petróleo na Extremadura espanhola, a 50 quilómetros em linha recta da fronteira portuguesa.

As associações – Quercus, Geota (Grupo de Estudos do Ordenamento do Território e Ambiente), Liga para a Protecção da Natureza, Fapas (Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens), ADENEX (Asociación para la Defensa de la Naturaleza y los Recursos de Extremadura) e a Plataforma Cidadã Refinaria Não – lembram os “impactes ambientais negativos que se prevêem vir a existir para ambos os países”.

Além disso, o período de consulta pública em Espanha, prestes a terminar, foi “muito deficiente” e ainda “não é clara a forma como a participação pública portuguesa pode ser exercida”, dizem em comunicado.

Do ponto de vista económico, o investimento “não tem sentido” devido à anunciada escassez do petróleo e ao combate às alterações climáticas. Dizem os ambientalistas que a localização da refinaria longe do litoral obrigaria à construção de um oleoduto com mais de 200 quilómetros.

Mas também há impactes ambientais, nomeadamente sobre a qualidade da água na bacia hidrográfica do Guadiana, sobre as emissões de dióxido de carbono e sobre as actividades agrícolas, paisagem e ecossistemas.

As associações consideram que “o investimento a efectuar na refinaria, a ser aplicado em energias renováveis, geraria um muito maior número de postos de trabalho directo, cerca de dez mil”.

Os Governos português e espanhol devem cumprir “a sua obrigação e opor-se a este projecto nocivo ao Ambiente e à saúde pública que compromete o desenvolvimento sustentável de ambos os países”.

  
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"Os fogos deste Verão, do Brasil à Rússia, as inundações, da Europa ao Paquistão e à China, fizeram surgir, com mais força do que nunca, a certeza da globalização das alterações climáticas".
 
José Gil, "Visão", 02-09-2010
 
 
 

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